Os médicos também usam luz UV

Os médicos também usam luz UV

Dose, efeito e uso seguro da radiação UV-C

 

uais luzes agem como bactericida?

 

Poderes de cura são atribuídos ao sol desde tempos imemoráveis. Mas só em 1878, o pesquisador Arthur Downes e Thomas P. Blunt perceberam que microrganismos deixam de reproduzir-se sob luz solar forte. Após esta descoberta, demorou ainda bastante tempo até se perceber uma dependência específica do comprimento de onda com um máximo de resposta para o alcance de 250 a 270 nm, uma parte da radiação ultravioleta da banda C de onda curta (UV-C).

Só desde os anos 50, com a descoberta da composição estrutural do DNA (ácido desoxirribonucleico) como dupla hélice, pelos pesquisadores James Watson e Francis Crick, existe a chave para uma explicação.

 

A estrutura de dupla hélice do DNA baseia-se num emparelhamento de base de prina e pirmidina. Esses emparelhamentos de base são os verdadeiros portadores de informação do DNA e distinguem-se as quatro bases adenina, timina, guanina e citosina. A pesquisa nos anos posteriores mostrou que radiação UV-C de ondas curta e alta energia provoca causa primariamente nas timinas um efeito fotoquímico. Estes dimerisam (o que significa: dois portadores de informação posicionados lado a lado se unem por encadeamento ou colagem). Através dessa alteração molecular, o DNA torna-se efetivamente inutilizável para o processo biológico essencial da transcrição (manutenção do metabolismo) e replicação (divisão celular). Uma célula tão amplamente danificada acaba morrendo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por que a irradiação UV-C mata germes?

 

No modo de funcionamento inibido da tecnologia de UV-C, encontra-se a principal diferença para os procedimentos de desinfecção química, geralmente oxidativa. É a razão central porque uma formação de resistência decorrente de mutação é excluída.

 

A relação entre dose e efeito

 

A eficácia de um método de desinfecção na base de radiação UV-C está diretamente relacionada com a dose aplicada (= tempo x energia irradiada / área). Altas intensidades durante um curto período de tempo ou baixa intensidade durante um longo período são praticamente intercambiáveis e quase equivalentes no efeito desinfetante. A dose como uma importante grandeza de determinação é especificada em µW*s/cm2, frequentemente também em J/m².

Como regra geral vale: quanto mais simples um microrganismo estiver construído em sua estrutura, mais fácil será inativá-lo usando radiação UV-C. Por isso, vírus ou bactérias (células procarióticas) podem-se ser destruídos basicamente muito mais facilmente do que micro-organismos complexos, tais como leveduras e células fúngicas vegetativas (células eucarióticas).

Esporos de fungos, cujo DNA também é protegido por uma parede celular pigmentada e um citoplasma concentrado, conseguem ser inativados apenas com o uso de consideráveis doses de UV-C.

 

 

O efeito sobre seres humanos

 

Com dose maior de radiação, os raios UV-C causam vermelhidão (eritema) na pele humana e inflamação dolorosa dos olhos (conjuntivite).

Por esta razão, os valores limite definidos pela UE (Diretiva UE 2006-25-EG) cm 6 mJ/cm², ou 60 J/m² de dose diária de radiação (com 253.7 nm) não devem ser excedidos. Por isso, sempre deve ser observada uma proteção suficiente!

Diferentemente como com irradiação UV-A ou UV-B, a profundidade de penetração da radiação UV-C na pele humana é apenas muito pequena. O risco de câncer de pele deve, portanto, mesmo com intensa irradiação UV-C (partes desprotegidas do corpo) ser classificado como muito baixo. Até o momento, nenhuma comprovação científica de uma relação direta não pôde ser apresentada.

 

O uso seguro de UV-C

 

Os raios UV-C, basicamente não penetram qualquer matéria sólida - nem qualquer vidro de janela (borosilicato, Duran) ou material sintético transparente (vidro acrílico, poliestireno, etc.)!

Como os comprimentos de onda visíveis da luz, os raios UV-C mover apenas em linha reta e diminuem sua intensidade significativamente com o aumento da distância da fonte. Quanto mais distante alguém estiver de uma fonte de UV, menos perigosa esta se torna. Dispositivos com placas de proteção da vista ou caixas completamente fechados nunca podem, por isso, constituir um perigo imediato.

Quando um contato direto visual ou da pele com uma fonte de UV for inevitável, medidas simples, tais como óculos de proteção ou um protetor solar com fator de proteção elevado são suficientes.

 

Higiene no hospital: os médicos apostam na luz UV

 

Médicos dos EUA querem usar a luz UV no combate de bactérias hospitalares perigosas. Um teste em quartos da clínica mostra que lâmpadas especiais matam várias bactérias frequentemente presentes.

 

 

 

 

O fato de a luz UV poder matar bactérias não é um conhecimento novo. Face a crescentes problemas com germes resistentes aos antibióticos, este conhecimento torna-se novamente valioso. Em um seminário o tema da higiene hospitalar em San Diego, Califórnia, o "IDWeek", os médicos agora relataram a possível eficácia de lâmpadas UV na luta contra os germes.

Os cientistas da equipe de Deverick Anderson da Universidade de Duke em Durham investigaram especificamente como a radiação afeta três germes frequentemente presentes em hospitais: Clostridium difficile, uma bactéria intestinal que, sob certas circunstâncias, causa diarreia grave, o gênero Acinetobacter, o que pode causar pneumonia em pessoas imunocomprometidas, bem como infecções em feridas e no trato urinário, e o Enterococcus, resistente ao antibiótico vancomicina (VRE). Eles podem causar infecções graves em pacientes em terapia intensiva.

 

99,8 - 100 por cento menos germes em condições de vida

 

Ao todo, os médicos escolheram 50 quartos de pacientes de hospital nos quais estiveram internados antes pacientes com pelo menos uma destas infecções. Em parte, eram quartos de UTI, em outra parte, quartos em outras estações. Os pesquisadores colheram amostras de várias superfícies nestas áreas, incluindo as de controles remotos, de toalete e de alças em camas. Então, instalaram uma lâmpada com 8 tubos de UV-C em posição central e deixaram a luz atuar durante 45 minutos. Em seguida, novamente colheram amostras das superfícies.

 

Diminuiu drasticamente o número de agentes patogénicos viáveis em superfícies em decorrência da irradiação – ele diminuiu em cerca de 99,8 - 100 por cento, conforme relatam os cientistas. Um tratamento semelhante em um estudo anterior já mostrou que mesmo o temido germe hospitalar MRSA pôde ser combatido com luz UV, relatou Anderson.

 

"Obviamente, nunca iríamos sugerir limpar os quartos exclusivamente com luz UV luz", disse Anderson. Mas, em virtude do aumento do número de bactérias, sobre os quais antibióticos convencionais não tem mais efeito, as lâmpadas poderiam tornar-se um importante método adicional no arsenal dos hospitais. A desinfecção de UV têm a vantagem de que não há necessidade de pessoal e nem de produtos químicos adicionais. Também não é esperado que os germes se tornem resistentes ao tratamento.

É decisivo que as lâmpadas produzam radiação UV-C de ondas curtas, dizem os médicos. A luz UV é usada, há muitos anos, em laboratórios e para a desinfecção de ar e de líquidos.

98 percent less viable germs.

 

 

A luz UV-C ajuda a combater germes em enfermarias

 

 

Luz UV contra germes

Apesar de elevados padrões de higiene, os germes em hospitais são um grande perigo para os pacientes. Para combater patógenos, os cientistas pesquisaram o uso da luz UV e alcançado resultados promissores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A luz UV torna patógenos inofensivos

 

Já há muitos anos, a luz UV é usada para desinfecção em laboratórios. Agora, pesquisadores da Universidade de Duke em Durham, Estados Unidos, estudaram pela primeira vez o uso da luz UV contra germes em quartos de hospital. Germes de clínica se acumulam em diferentes superfícies, através do toque frequente de mãos, por exemplo, na armação da cama ou aparelhos de telefone. Os pesquisadores estão focados em três germes de hospital muito comuns, que causam diarreia grave, pneumonia e várias infecções de ferida, entre outros.

O chefe da pesquisa Deverick Anderson e sua equipe instalaram lâmpadas com radiação UV-C de ondas curtas em 50 quartos de hospital que anteriormente eram ocupados por pacientes infectados e irradiaram os quartos durante 45 minutos. O resultado: a radiação UV torna inofensivos aproximadamente 98 por cento dos germes da clínica.

 

Uma medida complementar sensata

 

Os cientistas enfatizam que a irradiação com luz UV nunca substituiu as medidas tradicionais de desinfecção. Porém, diante do número crescente de patógenos resistentes, contra os quais os antibióticos convencionais não ajudam mais, as lâmpadas UV podem constituir-se em "arma adicional" na luta contra os germes.

Uma vantagem particular das lâmpadas é o fato de não requerer pessoal, nem produtos químicos!

Detecção de agentes infecciosos (comprovação de germe)

 

Bactérias, vírus e fungos podem causar doenças graves. Para tratar tais infecções com sucesso, médicos identificam o germe frequentemente no laboratório.

De Dr. med. Dagmar Schneck, atualizado em 03.06.2014.

Culturas de bactérias podem ser criadsas em substratos

Panthermedia/Andreas T.

Dor abdominal, diarreia, febre - estas e outras queixas, talvez tenhamos em casos de infecção com patógenos. Como, porém, o médico encontra o tratamento certo para isso? Em muitas situações, um levantamento detalhado e exame físico são suficientes, muitas vezes completados por vários valores sanguíneos, para formar um quadro da nossa doença e encontrar uma terapia apropriada. Especialmente para a seleção de medicamentos específicos eficazes, o médico precisa saber, em alguns casos, qual agente causou a doença. – Isso, porque um tratamento errado não apenas é inútil, ele pode ser até prejudicial.

 

Como o médico pode comprovar patógenos?

 

Os médicos comprovam patógenos através do exame de fluidos corporais, fezes, ou colheitas de ferida. Primeiros indícios resultam frequentemente da visualização sob um microscópio. Análises laboratoriais podem, às vezes, comprovar os próprios germes, outras vezes seus componentes, seus produtos metabólicos, ou também toxinas causadoras de doenças, que podem produzir alguns tipos de bactérias. Bactérias e fungos podem ser criados em diferentes substratos, como assim chamada ‘cultura’. Em geral, os médicos determinam infecções por vírus através de anticorpos específicos. Os anticorpos são substâncias de defesa, que o corpo desenvolve contra componentes de patógenos (chamado de antígenos).

 

Quando se torna necessária a comprovação de germes?

 

Uma prova de presença de germe serve de um lado para encontrar um diagnóstico para doenças agudas. Além disso, a prova de germes pode ser importante também em pessoas sem sintomas quando, p. ex., se procuram salmonelas em colaboradores de empresas de processamento de alimentos. Ou quando for testado se alguns pacientes, ao serem internados em um hospital, são portadores de bactérias resistentes. Mesmo que várias pessoas em instalações comunitárias adoeçam com os mesmos sintomas, provas do germe podem ajudar a descobrir as rotas de infecção.

 

Pré-requisito para a comprovação de germes: uma prova apropriada

 

Muitos germes podem ser comprovados em amostras de exame adequadas. Exemplos para provas incluem colheitas de feridas, amostras de fezes, fluidos corporais como a urina, água nervosa, secreções das vias respiratórias e uma forma especial de amostras de sangue (hemoculturas). Estas amostras não devem estar contaminadas com outros germes do ambiente. Por isto, as medidas de precaução para a extração de amostras e a armazenagem em recipientes apropriados são importantes. Além disso, a amostra deve chegar rapidamente ao laboratório, para evitar que o resultado seja falseado por longos períodos de armazenamento em condições inadequadas. A maioria das amostras são colhidas por profissionais médicos treinados. Algumas amostras podem também ser obtidas pelos próprios pacientes, p.ex., amostras da primeira urina da manhã ou de fezes.

 

Quais amostras são apropriadas para a detecção do agente patogénico, depende da patologia do paciente. Patógenos de infecções do trato urinário podem ser encontrados em amostras da urina, com germes de meningite podem estar presentes na água do nervo. Em infecções graves no sistema cardiovascular, como uma inflamação das válvulas cardíacas, uma septicemia devido à infecção grave de órgãos ou um cateter vascular infectado, os germes encontram-se possivelmente no sangue. Também o momento em que é colhida uma amostra é de importância. Assim, as chances de uma detecção de germes no sangue são melhores, se o sangue for retirado pouco antes ou durante uma elevação aguda de febre.

 

Etapas de investigação no laboratório microbiológico: microscopia, testes rápidos, cultura

 

No laboratório, seguem-se várias etapas de investigação. Sob o microscópio de luz, a amostra pode ser já investigar quando ainda está fluida e não trabalhada. Este é um assim chamado preparado nativo.

Instrumento importante na comprovação

de germes: o microscópio

PhotoDisc/RYF

Além disso, o pessoal de laboratório prepara muitas vezes preparados secos e coloridos com várias corantes (p.ex., coloração de Gram e outras colorações especiais). Muitas vezes, o espectro dos possíveis agentes já pode ser limitado significativamente com a ajuda deste exame. O médico pode detectar a presença de bactérias, fungos e parasitas muitas vezes já ao microscópio de luz. Vírus são pequenos demais para isso. Mas às vezes, alterações típicas nas células do corpo são visíveis nas amostras, e indicam uma certa infecção por vírus. O resultado de um exame microscópico está disponível, muitas vezes, dentro de uma hora.

Também alguns componentes do patógeno ou certos produtos metabólicos, como toxinas, podem ser evidenciados com relativa rapidez. Para isto existe uma série de métodos laboratoriais. Por exemplo, o laboratorista mistura anticorpos contra componentes específicos do agente patogénico, conhecidos como antígenos, em uma amostra. Estes anticorpos estão associados com materiais visíveis, tais como partículas de látex. A ligação dos anticorpos específicos com os antígenos desejados leva a uma aglutinação, que é visível a olho nu. Testes rápidos desta natureza podem fornecer informações valiosas, mas em geral também são relativamente imprecisos e sujeitos a erros. O melhor é usar os resultados em conjunto com outros estudos microbiológicos.

Um outro método para detecção de um patógeno é a criação sob a forma de uma cultura. Mas, este exame exige tempo. Mesmo para os germes que podem ser cultivados facilmente, um resultado da cultura está disponível geralmente somente após um período de cerca de dois dias. Patógenos de crescimento lento, como o agente causador da tuberculose ou fungos, frequentemente necessitam de significativamente mais tempo, eventualmente de várias semanas, até que conseguem ser definitivamente determinados. E, infelizmente, alguns germes não são cultiváveis com os métodos usuais.

 

Cultura de patógenos (principalmente bactérias e fungos)

 

Na cultura, patógenos vivos da amostra devem crescer e proliferar num substrato artificial de (meio de crescimento). Esses germes podem O médico pode então determinar com exatidão, usando outras técnicas de investigação, e também testar precisamente sua sensibilidade aos medicamentos (p.ex., antibióticos).

A composição dos meios de cultura desempenha um papel importante no diagnóstico do patógeno. Meios de cultura contêm água, nutrientes, fontes de energia e elementos-traço, bem como várias outras substâncias necessitados para um germe para se multiplicar. Uma substância gelificante (ágar-ágar) confere firmeza ao meio de cultura. A composição exata é sintonizada com as exigências deste germe procurado:

• A maioria dos germes cresce em meios de cultura universais.

• Apenas determinados germes sobrevivem em meios de cultura seletivos.

• Meios de cultura indicadores são dotados de substâncias aditivas que colorem determinados germes.

Meios seletivos e indicadores servem para identificar os patógenos de amostras que contêm, além dos patógenos, ainda outros germes. Por exemplo, colheitas da pele e das mucosas incluem sempre também a flora bacteriana natural.

Formações, aqui: Pneumococos

W&B/Martina Ibelherr

 

A maioria das culturas é "incubada" num armário de aquecimento por um período de cerca de 48 horas em. Quando o médico suspeita de bactérias em crescimento lento como patógenos (como legionela, microbactérias ou fungos), tempos de incubação mais longos são possíveis, às vezes indo até várias semanas. Também para as culturas de sangue, tempos de incubação mais longos são comuns.

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